minimalista

Você já ouviu o falar em minimalismo? Assim como a vertente artística dos anos 1960, que trouxe nomes importantes como Phillip Glass e Samuel Beckett e que priorizava o uso de poucos recursos (poucas cores, nas artes plásticas; poucas notas, nas músicas; e pouco rebuscamento de estilo, na literatura), o conceito de minimalismo no século 21 também se baseia no “menos é mais” e prega o consumo consciente de recursos para todas as esferas da vida – pessoal, profissional, na alimentação, na decoração de casa, no vestuário etc.

O movimento minimalista propõe repensar hábitos e mudar o estilo de vida, dando adeus ao acúmulo, ao descarte precoce e ao consumo excessivo. Quantas vezes você comprou algo que usou pouquíssimo ou nem usou? Quantas vezes você “achou” uma peça de roupa que nem lembrava que existia no armário? Quantas vezes você priorizou a compra de várias peças “baratinhas” e de pior qualidade em detrimento de uma um pouco mais cara, mas de qualidade superior? É justamente para evitar que isso aconteça que os adeptos do minimalismo pregam uma “limpeza” que deve ser feita tanto em relação a elementos materiais, quanto aos virtuais e até pessoais. Sim, você já se deu conta que algumas relações que mantêm são bastante nocivas?

COMO ADOTAR UM COMPORTAMENTO MINIMALISTA?

O desapego não precisa ser feito de forma radical, você pode começar gradativamente, sempre visando seu bem-estar e o das pessoas de quem você gosta, equilíbrio ambiental, social e econômico (que é o tripé de qualquer atitude sustentável). Você pode começar adotando medidas simples como:

– Fazer uma limpeza no armário, priorizando peças que combinem entre si (o ideal é que cada peça combine com pelo menos três outras peças);

– Doar roupas e sapatos que não foram usados no próximo ano, pois provavelmente você nunca mais irá usá-los;

– Dar preferência a produtos de qualidade, mesmo que isso custe um pouco mais, porque normalmente a vida útil desses produtos é maior, evitando seu descarte prematuro;

– Fazer uma limpeza nos seus arquivos do computador e do smartphone, lixo eletrônico também consome espaço em nossas vidas;

– Desacelerar o ritmo de vida, diminuindo o número de atividades diárias;

– Traçar metas mais realistas em curto prazo, assim você pode focar no que realmente importa;

– Evitar relações virtuais ou reais com pessoas que tenham atitudes tóxicas (invejosas, vitimistas, manipuladoras, fofoqueiras, gananciosas, agressivas etc.).

 

CONSUMO CONSCIENTE: MENOS COISAS, MAIS EXPERIÊNCIAS

O conceito de minimalismo se estende também para o melhor aproveitamento do tempo. Na correria do dia a dia, costumamos ouvir – e dizer – que “tempo é dinheiro”, e isso é causa de doenças e transtornos típicos da sociedade contemporânea, como crises de pânico, de ansiedade, e estresse; e o minimalismo sugere um movimento contrário, de pensar que tempo deve ser aproveitado com atividades que tragam conhecimento e prazer. É claro que o trabalho e as obrigações precisam ter espaço na agenda, mas será que você precisa mesmo trabalhar em tempo integral, sem se desligar dos e-mails, das redes sociais e dos grupos do whastapp?

Pensando assim, que tal:

– Trocar horas em frente ao computador por uma caminhada no parque?

– Trocar horas de conversas com um cliente via whatsapp por uma reunião presencial mais efetiva?

– Trocar conversas virtuais com os amigos por um encontro real?

– Trocar o tempo assistindo vídeos-tutoriais por uma aula prática?

– Trocar as redes sociais por uma atividade manual, como bordado ou jardinagem?

– Trocar roupas, maquiagens, sapatos e acessórios com as amigas?

– Trocar o consumo de alimentos processados por alimentos mais naturais, com menos embalagem?

– Trocar as maratonas de séries por assistir uma de cada vez e usar o restante do tempo para ler, ir ao cinema ou para fazer uma atividade ao ar livre?

 

Essas propostas não são regras, por isso, o ideal é que você experimente, crie novas possibilidades, encontre seu ritmo e busque levar a vida com mais qualidade e mais leveza.

 

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